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CNAEs de Intermediação: 6821-8, 6822-6 e 7490-1 — Guia de Tributação (2026)
Gestão Fiscal

CNAEs de Intermediação: 6821-8, 6822-6 e 7490-1 — Guia de Tributação (2026)

Guilherme PagottoPor Guilherme Pagotto
9 min de leitura

CNAEs de Intermediação: 6821-8, 6822-6 e 7490-1 — Guia de Tributação (2026)

📋 O que você vai aprender neste artigo:

  • A diferença técnica entre Corretagem, Gestão e Intermediação de Negócios.
  • Como o Fator R define se você paga 6% ou 15,5% de imposto no Simples Nacional.
  • Análise do Lucro Presumido: quando ele se torna a melhor opção para administradoras de imóveis.
  • Impacto da Reforma Tributária (IBS/CBS) em Holdings Patrimoniais e aluguéis.
  • Por que essas atividades são vedadas ao MEI.
  • Checklist para escolher o CNAE correto no registro ou alteração contratual.

Introdução: O Desafio da Classificação em Serviços de Apoio

Seja você um corretor de imóveis, um gestor de propriedades ou um consultor que intermedeia grandes fusões e aquisições, a escolha do seu CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é o primeiro passo para uma estratégia fiscal de sucesso.

Muitas vezes, a linha que separa a "gestão de bens" (6822-6) da "intermediação" (7490-1) é tênue, mas a diferença na carga tributária pode ser abismal. Em 2026, com o início da transição para a Reforma Tributária, essa precisão torna-se ainda mais vital para garantir o aproveitamento de créditos fiscais e evitar o enquadramento em anexos desvantajosos do Simples Nacional.

Neste artigo, vamos desvendar os CNAEs mais comuns para intermediários e como otimizar sua tributação.


Os Protagonistas: 6821-8, 6822-6 e 7490-1

1. CNAE 6821-8: Corretagem e Avaliação de Imóveis

Este é o código clássico para quem atua com a intermediação na compra, venda e avaliação (CRECI obrigatório). Ele se divide por subclasse:

  • 6821-8/01 (Compra e Venda): Sujeito ao Fator R. Se sua folha de pagamento for > 28% do faturamento, você paga 6% (Anexo III). Se for menor, paga 15,5% (Anexo V).
  • 6821-8/02 (Aluguel): Uma joia fiscal: é tributado pelo Anexo III de forma direta, sem necessidade de Fator R.

2. CNAE 6822-6: Gestão e Administração da Propriedade

Utilizado por administradoras de condomínios e imobiliárias que gerenciam a carteira de terceiros. Também está sujeito ao Fator R no Simples Nacional.

3. CNAE 7490-1: Intermediação de Negócios em Geral

O "CNAE Coringa" para quem faz o meio-campo em vendas de empresas (M&A), serviços de tecnologia ou mercadorias diversas fora do setor imobiliário. Assim como os demais, depende do Fator R para ser vantajoso no Simples Nacional.

📊 Comparativo OSP: Empresas que usam o CNAE 7490-1 e não gerenciam o Fator R através do pró-labore podem estar pagando quase 3 vezes mais imposto do que o necessário.


Tabela Comparativa: CNAEs e Regimes Tributários

Para uma visão clara e precisa da sua carga tributária inicial:

Regime TributárioAlíquota InicialObservação Importante
Simples Nacional (Anexo III)6,0%Requer Fator R ≥ 28% (Pró-labore estratégico)
Simples Nacional (Anexo V)15,5%Aplicado quando a folha é inferior a 28%
Lucro Presumido13,33% a 16,33%PIS, COFINS, IRPJ, CSLL + ISS (2% a 5%)

💡 Nota: Para o CNAE 6821-8/02 (Aluguel de Imóveis), a alíquota de 6% é aplicada diretamente, sem necessidade de Fator R.


Infográfico de Referência: Tributação por CNAE

Infográfico: Comparativo de Tributação por CNAE e Regime (Simples vs Presumido)


Gestão Estratégica: Fator R e Holdings

O Poder do Fator R

Para quem atua com intermediação (Anexo V), a estratégia de elevar o pró-labore para atingir os 28% de Fator R é a ferramenta mais eficaz de elisão fiscal.

  • Cenário A (Sem Fator R): Faturamento de R$ 20k -> Imposto de R$ 3.100 (15,5%).
  • Cenário B (Com Fator R): Faturamento de R$ 20k -> Imposto de R$ 1.200 (6%).
  • Economia: R$ 1.900/mês ou R$ 22.800/ano.

Holdings Patrimoniais e a Reforma (2026-2033)

Holdings que gerenciam imóveis próprios ou de terceiros devem ficar atentas à CBS e ao IBS. A partir de 2026, a receita de aluguel será tributada pelo novo sistema dual. Estruturar a holding com o CNAE correto de "Gestão" ou "Aluguel Próprio" definirá a elegibilidade para o regime de transição com alíquotas reduzidas.


FAQ — Perguntas Frequentes sobre CNAEs de Intermediação

Posso ser MEI com CNAE de intermediação?

Não. Nenhuma das atividades de intermediação ou gestão de bens imobiliários (6821-8, 6822-6, 7490-1) é permitida para MEI, devido à natureza intelectual e regulamentada dessas profissões.

O que acontece se eu usar o CNAE errado?

Se você usar um CNAE de "Gestão" (Anexo V sem Fator R) para uma atividade que poderia ser "Corretagem de Aluguel" (Anexo III), você perderá milhares de reais em impostos pagos indevidamente. O fisco raramente devolve esses valores de forma automática.

Preciso de CRECI para o CNAE 7490-1?

Não. O CNAE 7490-1/04 é voltado para intermediação de negócios em geral (exceto imóveis). Se você for intermediar imóveis, deve usar os códigos do grupo 6821 e ter registro no conselho.

Como calcular o Fator R de forma segura?

O cálculo deve considerar os últimos 12 meses de faturamento e folha. Na OSP, automatizamos esse monitoramento para garantir que sua empresa nunca saia da faixa de 6% sem necessidade.


Conclusão: A Importância da Consultoria Especializada

Escolher entre o Anexo III e o Anexo V, ou migrar para o Lucro Presumido, não deve ser uma "aposta". É um cálculo matemático frio baseado na sua folha de pagamento e metas de crescimento. Para empresas de intermediação, o detalhe no CNAE é o que define a margem de lucro real no final do mês.

Se você está estruturando uma holding ou sua imobiliária está crescendo, a revisão dos seus CNAEs é um investimento com retorno imediato.

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Guilherme Pagotto

Guilherme Pagotto

Diretor Tributário

Contador e Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Estratégico na OSP. Mais de 30 anos de experiência na otimização fiscal e proteção patrimonial.

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