Simples Nacional: o regime das micro e pequenas
Como funciona o Simples Nacional, seus anexos, aliquotas e o famigerado Fator R.
O Simples Nacional foi criado pela Lei Complementar 123/2006 para simplificar a vida das micro e pequenas empresas.
Reune ate oito tributos federais, estaduais e municipais em uma unica guia de pagamento, o DAS.
Podem optar empresas com receita bruta anual de ate R$ 4,8 milhoes (R$ 81 mil para MEI).
A aliquota nao e fixa — depende do anexo (I a V) e da faixa de faturamento.
O Anexo I (comercio) começa em 4% e pode chegar a 11,12% efetivo.
O Anexo III (servicos como TI, contabilidade, educacao) vai de 6% a 19,5%.
O Anexo V (medicina, engenharia, auditoria) e o mais caro: 15,5% a 19,25%.
Um ponto critico e o Fator R: empresas de servicos dos Anexos III e V podem ser tributadas no Anexo III (mais barato) se a folha de pagamento representar pelo menos 28% do faturamento dos ultimos 12 meses.
Se o Fator R for menor que 28%, a empresa cai no Anexo V, com aliquotas significativamente maiores.
Exemplo pratico: uma consultoria com faturamento de R$ 30 mil por mes e folha de R$ 10 mil tem Fator R de 33% — fica no Anexo III, pagando cerca de 6%.
Se a mesma empresa reduzir a folha para R$ 7 mil, o Fator R cai para 23% e ela migra automaticamente para o Anexo V, pagando 15,5%.
Isso da uma diferenca de quase R$ 3 mil por mes.
Outro ponto de atencao: o sublimite estadual de R$ 3,6 milhoes.
Empresas que ultrapassam esse valor continuam no Simples para tributos federais, mas recolhem ICMS e ISS por fora, pelo regime normal.
Dica pro quiz
O Simples Nacional parece simples, mas o Fator R ja pegou muita gente de surpresa. Ja vi consultoria pagar o triplo de imposto porque nao controlava a folha. Fica de olho nesse detalhe.
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Qual e o limite de receita bruta anual para optar pelo Simples Nacional?
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