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Como Sustentar a Não Incidência de IR sobre Dividendos até 2025

Como Sustentar a Não Incidência de IR sobre Dividendos até 2025

Guilherme PagottoPor Guilherme Pagotto
Atualizado em
2 min de leitura

A discussão sobre dividendos relativos a resultados até 2025 exige leitura técnica da norma, da documentação societária e da escrituração contábil. Para empresas no Lucro Real, o risco não está apenas em pagar mais imposto no futuro, mas em tratar de forma imprecisa resultados já apurados, reservas, atas de aprovação e cronogramas de pagamento.

Para a alta gestão, o ponto central é simples: não basta dizer que o lucro foi gerado até 2025. É preciso demonstrar, com consistência contábil e societária, qual resultado foi apurado, quando houve aprovação para distribuição, se o crédito era exigível nos termos do ato societário e se a empresa possui lastro documental para sustentar o tratamento tributário adotado.

O que a empresa precisa revisar

  • demonstrações contábeis e memória de cálculo;
  • atas, reuniões de sócios e deliberações;
  • exigibilidade e cronograma de pagamento;
  • ECD, ECF e consistência fiscal.

Riscos concretos

  • confundir dividendos com JCP;
  • distribuir sem lastro documental suficiente;
  • trabalhar com saldo de planilha e não com saldo tecnicamente suportado;
  • ignorar beneficiários, estrutura societária e contexto internacional.

Checklist executivo

  1. Revisar os resultados apurados até 2025 e reconciliar com a escrituração.
  2. Mapear saldos de lucros, reservas e destinações já realizadas.
  3. Confirmar quais distribuições foram efetivamente aprovadas.
  4. Revisar a redação das atas e instrumentos societários.
  5. Validar exigibilidade, cronograma e evidências de pagamento ou crédito.
  6. Cruzar ECD, ECF, razão contábil e controles internos.
  7. Separar dividendos de outras formas de remuneração do capital.
  8. Corrigir inconsistências antes de qualquer nova distribuição relevante.

Para empresas no Lucro Real, o caminho tecnicamente correto passa por prova, coerência e governança documental. A pergunta certa não é se existem lucros acumulados, mas se existe documentação suficiente para sustentar, com segurança técnica, o tratamento tributário adotado.

Próximo passo

Se a sua empresa precisa revisar atas, escrituração e documentação de resultados antes de qualquer distribuição relevante, o trabalho deve começar por diagnóstico contábil, fiscal e societário integrado.

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Guilherme Pagotto

Guilherme Pagotto

Diretor Tributário

Contador e Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Estratégico na OSP. Mais de 30 anos de experiência na otimização fiscal e proteção patrimonial.

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